Sweet Solution: Para vencer uma discussão mesmo estando errado

Claro, você nem vence uma discussão se estiver certo! Então, já vamos para o pior caso: quando você está errado, que não é raridade, né sweet? Então meu querido professor, Arthur vai te ensinar a ganhar uma discussão. Que Arthur? Claro, você não o conhece, e talvez só ouviu falar dele. Schopenhauer, Arthur. Facilitou para você agora?

Arthur, foi um filósofo alemão do século XIX da corrente irracionalista (de vertente pessimista). Que nasceu em Danzig, na Prussia, 22 de Fevereiro 1788 e morreu em Frankfurt em 21 de Setembro 1860.

Começou por estudar medicina e depois decidiu-se pela Filosofia. Sem ele, por conseguinte talvez Nietzsche não teria abalado o mundo, pois várias das reflexões de um, estão implícitas e explicitas ligadas ao outro. Assim como, o ponto de partida de Schop, foi Kant.

Enfim, o nosso caro é conhecido pelo seu pessimismo e reclusão diante dos outros. Não o culpo, afinal como você já sabe “estamos rodeados de idiotas”. Enfim, um de seus livro se chama “Como Vencer um Debate Sem Precisar Ter Razão”, curtiram? Então, claro que, escrito no século 19, então alguns encontrariam certa dificuldade em filtrar o útil e aplicável na leitura deste.

Mesmo assim,  a conhecida  “regras do anarquismo intelectual” ou “oratória desonesta”, de Arthur, pode ser de grande auxílio para você, leitor paspalho que não consegue convencer seu gato de comer a ração mais barata.

Porém, para a sua felicidade, há uma versão adaptada por Jorge Luis Borges, nobre blogueiro e ilustrador, cuidador do “A Bacia das Almas“. Seu resumo, baseado na obra do Schopenhauer, chama-se 38 Maneiras de se Vencer uma Argumentaçãoe felizmente está disponível na rede, só clicar no título!

Separei para vocês 10 táticas entre as 38, as que eu mais uso e considero mais eficiente:

  1. Leve a proposição do seu oponente além dos seus limites naturais; exagere-a. Quanto mais geral a declaração do seu oponente se torna, mais objeções você pode encontrar contra ela. Quanto mais restritas as suas próprias proposições permanecem, mais fáceis elas são de defender.
  2. Se o seu oponente está fazendo uma generalização, encontre uma instância que demonstre o contrário. Basta uma contradição válida para derrubar a proposição do seu oponente. Exemplo: “Todos os ruminantes tem chifres” é generalização que pode ser subvertida pela instância única do camelo.
  3. Admita as premissas do seu oponente mas negue a sua conclusão. Exemplo: “Isso é muito bom na teoria, mas na prática não funciona”.
  4. Ao invés de concentrar-se no intelecto do seu oponente ou no rigor de seus argumentos, concentre-se nos motivos dele. Se você conseguir fazer com que a opinião do seu oponente, caso se mostre verdadeira, pareça distintamente prejudicial ao seu próprio interesse, ele a abandonará imediatamente. Exemplo: Um clérigo está defendendo algum dogma filosófico. Demonstre que sua proposição contradiz alguma doutrina fundamental da sua igreja, e ele se verá forçado a abandonar o argumento.
  5. Se seu oponente estiver certo mas, felizmente para você, apresentar uma prova deficiente, você pode com facilidade refutar a prova e em seguida alegar que refutou a posição inteira. É dessa forma que maus advogados perdem boas causas. Se seu oponente for incapaz de produzir uma prova irrefutável, você ganhou o dia.
  6. Deixe o seu oponente furioso. Uma pessoa enfurecida é menos capaz de usar o seu julgamento ou de perceber onde residem as suas vantagens.
  7. Declare a sua proposição e demonstre a verdade dela fazendo ao oponente uma longa lista de perguntas. Fazendo muitas perguntas abrangentes ao mesmo tempo, você pode ocultar aquilo que está tentando fazer com que o seu oponente admita. Você em seguida avança o argumento a partir de uma admissão do oponente.
  8. Use as respostas que o seu oponente dá à sua pergunta de modo a alcançar conclusões diferentes ou opostas.
  9. Quando o seu oponente apresenta uma proposição, considere-a inconsistente com as declarações, crenças, ações ou omissões do oponente. Exemplo: Se o seu oponente defende o suicídio, pergunte imediatamente: “Então porque você não se enforca?” Se ele observar que a sua cidade não é um lugar bom para se viver, pergunte: “Então por que você não parte no primeiro avião?”
  10. Parta para o ataque pessoal, insultando grosseiramente, tão logo perceba que seu oponente está com a vantagem. Partindo para o ataque pessoal você abandona o assunto por completo, passando a concentrar o seu ataque na pessoa, fazendo uso de observações ofensivas e malevolentes. Esta é uma técnica muito popular, porque requer pouca habilidade para ser colocada em prática.

Pronto, agora você pode convencer o Sr. Miau. Muito destes enfoques já devem ser por você conhecidos, porém a diferença é como você os usa. Vale ressaltar essa observação, clique aqui. Agora, vá convencer sua vizinha que ela precisa te comprar uma churrasqueira, é o teste final.

Sweet Liv.

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